sábado, 24 de janeiro de 2015

Você sabe?


Eu fiquei um pouco ansiosa. Choveu. O trânsito logo engarrafou. O taxista foi solidário, disse que ia jogar a real – porque a rua era contramão, e a volta seria enorme – apontou o lugar do teatro e era só descer a rua. Torci para que o show tivesse atrasado. Atrasou, mas não tanto quanto eu. Entrei assim mesmo. Naquele clima intimista de plateia pequena, um pouco de vergonha por vários motivos. No vai e não vou, um fotógrafo me encorajou. Subi e sentei nas últimas cadeiras do alto à esquerda. O que eu queria ver estava à direita. Estava lá, lindo, atento, trabalhando...

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