terça-feira, 2 de junho de 2015

Dona do abraço quentinho


Aquela era dessas saudades bem-vindas que trazem também descanso e alegria na sua cesta de bênçãos. Era dessas saudades que derrubam cercas e desenham pontes. Era dessas saudades que desembrulham lembranças que deixam o instante da gente todo perfumado de Deus. Aquela era dessas saudades generosas que bordam sol no tecido da alma com os seus lindos fios de amor.
 
Ana Jácomo


segunda-feira, 11 de maio de 2015

"O que a memória ama fica eterno.”



Hoje lembrei de você. Foi um dia carinhoso, de homenagens às mulheres, às mães, mulheres, na sua maioria, estereotipadas amáveis e, pelo que percebi, nos relatos que li na rede, são elas as donas das forças que transformam, acolhem, fazem crescer. Imagina tanto poder dimensionado e acreditado no campo além do privado? Mães ou não mães. O sentido de ser amável independe de gerar um filho. Afetividade se tem com empatia, amor, carinho vindos de pessoas dispostas. É assim que te vejo, como essa mulher. É assim também que lembro de você. Eu lembro de você nesses dias porque meu coração tem uma memória tão afetiva das suas falas, da sua disposição, dos seus conselhos, das suas ligações e das imensas e intensas trocas que vivi ao seu lado, – ou no tempo que você esteve por aqui, me acolhendo, me transformando, ouvindo os meus sonhos. Porém, eu te lembro também quando a vida aperta pra mim, quando as frustrações batem à minha porta. Ou o mais sincero seria dizer que elas não só batem à porta, mas estão dentro da casa toda? Ainda não dei o passo necessário, e, por isso, se você estivesse aqui, não se orgulharia de mim. Então, não podemos voltar a nos falar, porque eu não sou uma pessoa melhor. Se o que me machuca ainda é tão latente nas coisas que faço, vivo, convivo, não sou melhor. O que eu queria dizer mesmo agora é dessa memória...



segunda-feira, 4 de maio de 2015


Entre o enjoo de pessoas e o encanto por outras. Sabia que existem pessoas aconchegantes?

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Somebody that I used to know


But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough


segunda-feira, 13 de abril de 2015

insensato dizer...

Eu sempre tive atração pelo lúdico. Aquilo que aos poucos se desperta sem se mostrar completo. Que enche os olhos com o mistério, com a fantasia dos gestos e cores. Há poemas inteiros feitos por pausas, por tempos necessários. Isso diz muito sobre o tempo. O tempo da gente e dos outros. Porém, digo! O que é velado sempre me interessou muito. Nada de abrir todas as portas. Eu sei. Assusta. E eu... eu gosto tanto disso que só poderia ser o inverso. Eu tenho uma pressa visceral, assusto tudo e todos e mal consigo me dizer. O não dito sempre me interessou e acabou comigo. Não há como ser diferente.  Amo tanto o incerto que o odeio profundamente. Odeio quem me traz a incerteza. Sei que deixei partes de mim por caminhos que fui e me deixei porque tive muita pressa.

- Maintenant, vous êtes juste quelqu'un que j'ai connu.

minhas histórias, pelamor!


Eu coleciono decepções, verdade! Pode zoar um pouco de mim, não é assim, sempre que me arrisco?Disfarço ansiedade com descompromisso. No fundo, a minha vontade não é só que os corpos se encaixem. A mensagem do dia seguinte dá o sentido, confirma ou não o que vivi. Parece loucura. Tão grande e ainda engatinhando. Estou um pouco incomodada com a repetição de história. Minhas iniciativas dizem alguma coisa estúpida? O que acha? Deve ser o que falei? Ou o que fiz? Ou não fiz? Do que adiantam as perguntas, se eu não faria nada diferente? Ele não deveria se incomodar. Você sabe, já te falei, pouca intimidade dá espaço para mal entendidos. Repito sempre. Eu não digo, ele também não. A gente sai com a impressão que tiver. Depois, frustração pelas não ações. Gostei de segurar as mãos. Das conversas contraditórias. A delicadeza do encontro vai embora e deixa aquele sentimento de... não sei, você me entende? Só não faz sentido, ainda.


Again.

sábado, 24 de janeiro de 2015

o seu nome é...

eu te disse que eu ficava com o que me cabe
não te quero mais do que você possa ser
porque eu sei que a gente é muita coisa pra muita gente
de maneiras diferentes.
e a sua parte pra mim é minha
apesar de inteira, ela não é toda você











Você sabe?


Eu fiquei um pouco ansiosa. Choveu. O trânsito logo engarrafou. O taxista foi solidário, disse que ia jogar a real – porque a rua era contramão, e a volta seria enorme – apontou o lugar do teatro e era só descer a rua. Torci para que o show tivesse atrasado. Atrasou, mas não tanto quanto eu. Entrei assim mesmo. Naquele clima intimista de plateia pequena, um pouco de vergonha por vários motivos. No vai e não vou, um fotógrafo me encorajou. Subi e sentei nas últimas cadeiras do alto à esquerda. O que eu queria ver estava à direita. Estava lá, lindo, atento, trabalhando...