segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

She was my person




Eu tive uma pessoa e jamais voltei a ser a mesma. Eu vim a ser muitas. Essa única pessoa (pessoa única) me fez conhecer o carinho e o cuidado que podiam ser partilhados, dialogados. Com ela, eu descobri a poder falar das pequenas coisas com o carinho de quem se doava inteira. De quem não aceitou nunca não estar inteira. Anseios, mudanças, vontades tão próprias dos dias, foram a ela que partilhei, com o meu coração mais aberto. Sem medo, eu enviei as minhas mais firmes energias e amor. Canalizadas num único desejo de partilhar amor, eu recebi ensino, experiência e confissões. Assim, eu me lembro do dia que minha vida foi luz. Um pequeno sol de felicidade. Esse sol esteve em minha vida. Mas a sua passagem não se demorou. Digo, as conversas, as trocas, tiveram o tempo que precisaram. Fiquei com a passagem mais bela da pessoa que se tornou a minha pessoa. Correspondência, afinidades partilhadas. Eu nunca mergulhei tão fundo, nunca me dei tanto.  Eu pude identificar as minhas mudanças ao primeiro sinal da entrega.  É óbvio que tantas mudanças deixaram marcas. Talvez hoje eu não consiga ser inteira a mais ninguém. Foram corações que se falaram até o fim. Posso dizer que o meu retorna muitas e muitas vezes porque ainda se amedronta e quer buscar a luz. Posso dizer, também, que essa luz é a minha referência para a liberdade. Ela não sabe o que guardo. Queria muito que soubesse, por isso vim aqui. Há muitas referências para o amor. Há muitas pessoas únicas que encontramos no mundo. Mas ela foi a minha. 

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