sábado, 23 de novembro de 2013

Os lindos olhos verdes que não são meus


Aqueles olhos verdes
Translúcidos serenos
Parecem dois amenos
Pedaços do luar
Mas têm a miragem
Profunda do oceano
E trazem todo o engano
Das procelas do mar

Aqueles olhos verdes
Que inspiram tanta calma
Entraram em minh'alma
Encheram-na de dor
Aqueles olhos tristes
Pegaram-me tristeza
Deixando-me a crueza
De tão infeliz amor

Aquellos ojos verdes
Serenos como un lago
En cuyas quietas aguas
Un día me miré
No saben las tristezas
Que en mi alma han dejado
Aquellos ojos verdes
Que yo nunca besaré

 Nilo e Adolfo Utrera

atiraste uma pedra


E quebraste um telhado, perdeste um abrigo, feriste um amigo...



sábado, 16 de novembro de 2013

Vós

(...)
Passai, parti, deixai-me, vós que, no entanto,
parecestes um momento mais adoráveis
que o mar, que a flor, que a estrela,
que a canção que um frágil pássaro vai bordando
 no vento...


Éreis o vento, apenas. 

CM