domingo, 31 de março de 2013

Mãe e filha. Que mistura terrível de sentimentos, confusão e destruição.

Minha amiga Mel um dia me falou desse filme, mas só agora pude assisti-lo. Diálogos fortes e intensos, uma explosão de sentimentos entre mãe e filha, cenas que machucam, incomodam e emocionam. Um filme genial e muito doloroso de ver também.


“Mãe e filha.
Que mistura terrível de sentimentos, confusão e destruição. Tudo é possível e tudo se faz
por amor e por preocupação. As cicatrizes da mãe são passadas para a filha. A
infelicidade da mãe é a infelicidade da filha. Parece que o cordão umbilical nunca foi
cortado. É isso? É isso? Será que a infelicidade da filha é o triunfo da mãe? Mamãe, será
que minha tristeza é sua satisfação secreta?”

Sonata de Outono, de Ingmar Bergman






sábado, 30 de março de 2013

Se lembrar de celebrar muito mais



Ninguém me ensinou. Quando eu vi já estava vivendo aquilo tudo e sentindo que era realmente tudo aquilo que eu queria e precisava viver. E vivi. Eu vivi com você inteira, porque você quis. Nunca pela metade, porque você não brincaria com meus sentimentos. Você não tem o meu "timing", e pouco trocaria com uma jovem de vinte anos se não fosse tudo o que tínhamos para trocar. Então, hoje, eu fico com tudo aquilo que ricamente você distribuiu na minha vida e plantou no meu coração. Eu quis que você soubesse que nada foi em vão. Eu só sinto muito que hoje você não possa ver o caminho que vivi e o quanto pude reformular e entender o que foi dito enquanto você quis estar inteira, para que eu pudesse ter o melhor de você. Lamento  os desencontros e celebro o encontro que se deu.

"Estou sempre com saudades suas, e saiba que estou com você sempre em meu pensamento.
Te amo!"



Se lembrar não é celebrar...
Dura é a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar
Se consagrou sangra agora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais
Ser essência... muito mais
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposição, a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou la fora
Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas

Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Cabô...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Que força é essa, linda flor?



Olixiana, minha índia guerreira. Desde pequenininha quando perguntavam o seu nome, ela não tinha dificuldade em responder, também, não titubeava em contar o significado para os que se intrigavam: "Índia guerreira!" A mesma cor dos olhos, do cabelo, da pele. Todas essas características somadas à sua personalidade a tornaria uma pessoa incomum. Tão pequena. Tão menina. Tão sabida. Dizem que o nosso nome carrega a nossa marca, é uma espécie de vínculo com a nossa personalidade, identidade. Particularmente, a sua história de vida vem comprovar a sua força que tem raiz no seu nome: GUERREIRA!



Minha pequena, há quinze anos tudo mudou na minha vida porque a sua vida chegou. Tive uma filha, uma amiga, uma irmã. Você sempre foi a minha companheirinha. Minha irmã amada. Hoje, a minha menininha que começou a crescer (cresce e cresce cada vez mais) já ensaia voos... e voa!!!


O meu desejo é de te ver voando alto e feliz. Não esqueça que sempre estarei COM VOCÊ!

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável. Muita coisa importante falta nome."

eu acredito mesmo que amores de almas podem vir vestidos de outro alguém que não seja a figura de um amor a dois, amor romântico, tudo isso que está aí construído, entende?

sábado, 2 de março de 2013

Um nome para o que eu sou



Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.

O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.


[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.

É pouco, é muito pouco.

(Clarice Lispector)