quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

Um jeito estúpido de te amar


Eu me dispo da notícia 
e a minha nudez parada 
te denuncia e te espelha
Eu me delato
Tu me relatas
Eu nos acuso 
e confesso por nós
Assim me livro das palavras
Com as quais 
Você me veste.

Texto Fauzi Arap  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você..."


Embora algumas palavras, existia uma multidão que se calava. Admirava-o. Amava cada instante que viveram e dava a ele o lugar que nunca deu a ninguém. E ela o fazia com ternura. Ela não sentia vergonha da sua nudez, e nem do tempo que era uma constante, ela não se envergonhava da sua suposta vulgaridade, e ela achava lindo o ato em si. Ela amou os dois corpos nus que faziam amor. 


Painting: Audrey Kawasaki




uma parte linda de um texto completo 
que não pôde sair da gaveta.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Madrugada sou da lira, manhãzinha de ninguém


She was my person




Eu tive uma pessoa e jamais voltei a ser a mesma. Eu vim a ser muitas. Essa única pessoa (pessoa única) me fez conhecer o carinho e o cuidado que podiam ser partilhados, dialogados. Com ela, eu descobri a poder falar das pequenas coisas com o carinho de quem se doava inteira. De quem não aceitou nunca não estar inteira. Anseios, mudanças, vontades tão próprias dos dias, foram a ela que partilhei, com o meu coração mais aberto. Sem medo, eu enviei as minhas mais firmes energias e amor. Canalizadas num único desejo de partilhar amor, eu recebi ensino, experiência e confissões. Assim, eu me lembro do dia que minha vida foi luz. Um pequeno sol de felicidade. Esse sol esteve em minha vida. Mas a sua passagem não se demorou. Digo, as conversas, as trocas, tiveram o tempo que precisaram. Fiquei com a passagem mais bela da pessoa que se tornou a minha pessoa. Correspondência, afinidades partilhadas. Eu nunca mergulhei tão fundo, nunca me dei tanto.  Eu pude identificar as minhas mudanças ao primeiro sinal da entrega.  É óbvio que tantas mudanças deixaram marcas. Talvez hoje eu não consiga ser inteira a mais ninguém. Foram corações que se falaram até o fim. Posso dizer que o meu retorna muitas e muitas vezes porque ainda se amedronta e quer buscar a luz. Posso dizer, também, que essa luz é a minha referência para a liberdade. Ela não sabe o que guardo. Queria muito que soubesse, por isso vim aqui. Há muitas referências para o amor. Há muitas pessoas únicas que encontramos no mundo. Mas ela foi a minha. 

domingo, 1 de dezembro de 2013

¿Qué hago con tus sueños?


Perdoa se volto a ser infantil



Ontem eu vi que ia passar um filme, e me lembrei de você. Não direi o nome do filme, e acho mesmo que a história não deve ter nada a ver comigo, digo acho, porque nunca assisti. Só que lembrei da música que tinha no filme, a letra dela já me desmoronou por dias.


eu a tomei pra mim
porque mesmo que não fosse, 
era pra mim que você devia ter se voltado, era pra mim que você deveria ter dedicado alguma coisa, era pra mim que você deveria ter feito algo, quando eu mais esperei de você. 
E nessa falta de alguma coisa de você, e nessa impossibilidade de ficar, eu fiquei com a música. 



Talvez não faça sentido eu dizer que esperei de você, mas a verdade é que eu esperei muito de você, porque de nós você era quem mais podia ter feito. Mas esperamos tanto até que as expectativas, as rotinas diferentes engolissem tudo que vivemos.




                                                                                                             Do que tava guardado.

sábado, 23 de novembro de 2013

Os lindos olhos verdes que não são meus


Aqueles olhos verdes
Translúcidos serenos
Parecem dois amenos
Pedaços do luar
Mas têm a miragem
Profunda do oceano
E trazem todo o engano
Das procelas do mar

Aqueles olhos verdes
Que inspiram tanta calma
Entraram em minh'alma
Encheram-na de dor
Aqueles olhos tristes
Pegaram-me tristeza
Deixando-me a crueza
De tão infeliz amor

Aquellos ojos verdes
Serenos como un lago
En cuyas quietas aguas
Un día me miré
No saben las tristezas
Que en mi alma han dejado
Aquellos ojos verdes
Que yo nunca besaré

 Nilo e Adolfo Utrera

atiraste uma pedra


E quebraste um telhado, perdeste um abrigo, feriste um amigo...



sábado, 16 de novembro de 2013

Vós

(...)
Passai, parti, deixai-me, vós que, no entanto,
parecestes um momento mais adoráveis
que o mar, que a flor, que a estrela,
que a canção que um frágil pássaro vai bordando
 no vento...


Éreis o vento, apenas. 

CM

sábado, 19 de outubro de 2013

Por acaso




Não, eu não olhava pra você por acaso
                           Eu sempre quis você.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

La madame de sablé


L'absence diminue les médiocres passions , et augmente les grandes, comme le vent éteint les bougies et allume le feu.


François de La Rochefoucauld

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

o SEU amor


O seu amor
ame-o e deixe-o livre para amar
O seu amor
ame-o e deixe-o ir aonde quiser
O seu amor/ame-o e deixe-o brincar
ame-o e deixe-o correr
ame-o e deixe-o cansar
ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
ame-o e deixe-o ser o que ele é






nostalgie





E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...


sábado, 31 de agosto de 2013

incorrespondências


"Estou sempre com saudades". Disseste-me um dia para aliviar meu coração. "Não quero que sofras". Disse-me mesmo sabendo que minha procura já era em si de sofrimento. "Não quero que vá nunca embora". Eu disse. E fomos! Saímos de nossas vidas. Acordei-me com saudades, não foi hoje, tem sido (...) têm dias que não entendo o porquê da tua memória persistir, mas daí entendo que o que gravei como verdade, é a minha verdade, e ela não sairá de mim, logo, eu direi que fui embora para que eu não fique, somente, sozinha, enquanto tu já foste há tanto tempo. Acredita que até hoje me pego em surpresa por entender quão corajosa e a frente do seu tempo tu foste. Relembro tua trajetória, tua coragem. E, quando minha visão estende, lembro-te. Serás sempre minha modelo para a modernidade. – Ela já pensava assim. – Ela já agia assim. Provavelmente, foste apontada e crucificada. Teus amigos mesmo são os que te amam. E ainda que não a entendam, te admiram. Conhecem tua sensibilidade. Eu tenho-te dentro de mim, conheço um pouco da tua dor. Foste o que me mostraste, eu foste também com que culpaste, e torturaste, silenciosamente. Eu não te culpo.


Do que não pôde ser vivido Do que jamais será entendido.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A CONFISSÃO FINAL


( quem já sentiu ter um amigo Portuga...)


            OS ANOS SE PASSARAM, meu caro Manuel Valadares. Hoje tenho quarenta e oito anos e às vezes na minha saudade eu tenho impressão que continuo criança. Que você a qualquer momento vai me aparecer me trazendo figurinhas de artista de cinema ou mais bolas de gude. Foi você, quem me ensinou a ternura da vida, meu Portuga querido. Hoje sou eu que tento distribuir as bolas e as figurinhas, porque a vida sem ternura não é lá grande coisa. Às vezes sou feliz na minha ternura, às vezes me engano, o que é mais comum.
             Naquele tempo. No tempo de nosso tempo, eu não sabia que muitos anos antes, um Príncipe Idiota ajoelhado diante de um altar perguntava aos ícones, com os olhos cheios d'água: “POR QUE CONTAM COISAS AS CRIANCINHAS’
A verdade, meu querido Portuga, é que a mim contaram as coisas muito cedo.
Adeus!
Ubatuba, 1967

Meu Pé de Laranja Lima





Não podia deixar de pensar nele. Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor
não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos
na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que
morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo
nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro.

Meu coração se revoltara sem raiva. “Que quer esse homem que me pega no colo?” 
Ele não é meu pai. Meu pai morreu. O Mangaratiba matou ele.
Papai tinha me seguido e viu que os meus olhos se encontravam de novo molhados.
Quase se ajoelhou para falar comigo.
— Não chore, meu filho. Nós vamos ter uma casa muito grande. Um rio de
verdade passa bem atrás. Grandes árvores e tantas, que serão só suas. Você pode
fazer, armar balanços.
Ele não entendia. Ele não entendia. Nenhuma árvore deveria ser tão linda na
vida, como a Rainha Carlota.
— O primeiro a escolher as árvores, será você.
Olhei os seus pés, os dedos saindo dos tamancos. Ele era uma velha árvore
de raízes escuras. Era um pai-árvore. Mas uma árvore que eu quase não conhecia.
— Depois tem mais. Tão cedo não vão cortar o seu pé de Laranja Lima.
Quando o cortarem você estará longe e nem sentirá.
Agarrei-me soluçando aos seus joelhos.
— Não adianta, Papai. Não adianta...
E olhando o seu rosto que também se encontrava cheio de lágrimas murmurei
como um morto:
— Já cortaram, Papai, faz mais de uma semana que cortaram o meu pé de
Laranja Lima.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Permita-me tocar-te com minhas palavras


"- O que acontece quando ...

- O que acontece quando o quê?

- Quando pessoas se apegam emocionalmente?

- Que pessoas?

- Pessoas quaisquer. Qual a química disso tudo? A química que faz com que pessoas se sintam atraídas.

- Sente atração por mim?

- Deus, não! Eu só estou falando hipoteticamente.

- Hipoteticamente, elas escrevem poemas... elas transam.

- E o que acontece a seguir?

- Depois de poesia e sexo? Tudo. Ou nada. O resto é um acordo, uma espécie de negociação.

- O que quer dizer?

- Pode-se deixar ficar no amor e na atração, ou tornar tudo mais complicado, como faz a maioria."

(The Sessions, dirigido por Ben Lewin)

Poema de amor para ninguém em especial


Deixe-me tocar-te com minhas palavras
Pois minhas mãos quedam inertes
como luvas vazias
Deixe minhas palavras acariciar seus cabelos
Deslizar por suas costas
e roçar sua barriga
Pois minhas mãos,
leves e livres como tijolos,
ignoram minhas vontades
e teimosamente se recusam a realizar
meus desejos mais silenciosos
Deixe minhas palavras entrarem em sua mente
Carregando tochas
Admita-as de boa vontade em seu ser
Para que elas possam acariciá-la gentilmente
por dentro

 Mark O'Brien


O filme conta a história de Mark O’Brien, escritor e poeta que, ainda criança, contraiu poliomielite. Devido à doença perdeu os movimentos do corpo, somente mexe a cabeça, vive preso a um pulmão de ferro. Aos 38 anos, católico praticante, ele decide contratar uma terapeuta sexual.

Essas terapias sexuais, feitas por terapeutas sexuais ou "sex surrogate" (ou parceira sexual substituta), tratam "as dificuldades sexuais com terapia comportamental, usando as terapeutas substitutas para ‘treinar’ o paciente a fazer sexo".  Ajudam pessoas que têm dificuldades, não conseguem ter ereção ou orgasmo, nunca fizeram sexo.

Essa modalidade terapêutica foi criada nos anos 1970 pelo casal de sexólogos americanos William Master e Virgínia Johnson, os primeiros a preconizar um tratamento exclusivamente sexual.

Uma curiosidade do que é o trabalho dos terapeutas sexuais:
A terapeuta Cheryl Cohen-Greene, hoje, é veterana desta peculiar profissão, ainda atende pacientes, e foi a real consultora do longa-metragem.


  • A Psicanálise despertou o mundo para a compreensão e estudo da sexualidade humana, levantou o tabu milenar que encobria as manifestações da sexualidade infantil e adulta. Freud mostrou haver uma correlação entre as neuroses e a repressão da sexualidade.


domingo, 31 de março de 2013

Mãe e filha. Que mistura terrível de sentimentos, confusão e destruição.

Minha amiga Mel um dia me falou desse filme, mas só agora pude assisti-lo. Diálogos fortes e intensos, uma explosão de sentimentos entre mãe e filha, cenas que machucam, incomodam e emocionam. Um filme genial e muito doloroso de ver também.


“Mãe e filha.
Que mistura terrível de sentimentos, confusão e destruição. Tudo é possível e tudo se faz
por amor e por preocupação. As cicatrizes da mãe são passadas para a filha. A
infelicidade da mãe é a infelicidade da filha. Parece que o cordão umbilical nunca foi
cortado. É isso? É isso? Será que a infelicidade da filha é o triunfo da mãe? Mamãe, será
que minha tristeza é sua satisfação secreta?”

Sonata de Outono, de Ingmar Bergman






sábado, 30 de março de 2013

Se lembrar de celebrar muito mais



Ninguém me ensinou. Quando eu vi já estava vivendo aquilo tudo e sentindo que era realmente tudo aquilo que eu queria e precisava viver. E vivi. Eu vivi com você inteira, porque você quis. Nunca pela metade, porque você não brincaria com meus sentimentos. Você não tem o meu "timing", e pouco trocaria com uma jovem de vinte anos se não fosse tudo o que tínhamos para trocar. Então, hoje, eu fico com tudo aquilo que ricamente você distribuiu na minha vida e plantou no meu coração. Eu quis que você soubesse que nada foi em vão. Eu só sinto muito que hoje você não possa ver o caminho que vivi e o quanto pude reformular e entender o que foi dito enquanto você quis estar inteira, para que eu pudesse ter o melhor de você. Lamento  os desencontros e celebro o encontro que se deu.

"Estou sempre com saudades suas, e saiba que estou com você sempre em meu pensamento.
Te amo!"



Se lembrar não é celebrar...
Dura é a dor quando aflora
Esquecer não é perdoar
Se consagrou sangra agora
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim daqui a pouco não
Quanta mudança alcança
O nosso ser posso ser assim
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Tempo de dá colo, tempo de decolar
Tempo de dá colo, tempo de decolar
O que há é o que é e o que será
Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais
Ser essência... muito mais
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Se lembrar de celebrar muito mais...
Tá certo que o nosso mal jeito foi
Vital pra dispensar o nosso bom
O nosso som pausou
E por tanta exposição, a disposiçao cansou
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou la fora
Solução é a solidão de nós
Deixa eu me livrar das minhas marcas
Deixa eu me lembrar de criar asas

Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que esse verão eu faço só
Deixa que nesse verão eu faço sol
Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu o melhor
A conta da saudade quem é que paga
Já que estamos brigados de nada
Já que estamos fincados em dor
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar
Cabô...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Que força é essa, linda flor?



Olixiana, minha índia guerreira. Desde pequenininha quando perguntavam o seu nome, ela não tinha dificuldade em responder, também, não titubeava em contar o significado para os que se intrigavam: "Índia guerreira!" A mesma cor dos olhos, do cabelo, da pele. Todas essas características somadas à sua personalidade a tornaria uma pessoa incomum. Tão pequena. Tão menina. Tão sabida. Dizem que o nosso nome carrega a nossa marca, é uma espécie de vínculo com a nossa personalidade, identidade. Particularmente, a sua história de vida vem comprovar a sua força que tem raiz no seu nome: GUERREIRA!



Minha pequena, há quinze anos tudo mudou na minha vida porque a sua vida chegou. Tive uma filha, uma amiga, uma irmã. Você sempre foi a minha companheirinha. Minha irmã amada. Hoje, a minha menininha que começou a crescer (cresce e cresce cada vez mais) já ensaia voos... e voa!!!


O meu desejo é de te ver voando alto e feliz. Não esqueça que sempre estarei COM VOCÊ!

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável. Muita coisa importante falta nome."

eu acredito mesmo que amores de almas podem vir vestidos de outro alguém que não seja a figura de um amor a dois, amor romântico, tudo isso que está aí construído, entende?

sábado, 2 de março de 2013

Um nome para o que eu sou



Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.

O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.


[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.

É pouco, é muito pouco.

(Clarice Lispector)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O mundo é pequeno pra caramba!!!



Acordei com um telefonema. Há quase um ano, eu suponho, estava tudo começando, da minha história eu já sei onde deu, a sua me contaram hoje... engraçado,  mas eu só não quero ter sido o que faltava para a sua decisão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Explode coração


(ryan mcginley)
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, rasgando, tomando, meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar
                                                 explode coração...

...a importância é minha!


Tudo que tem aqui foi pra ser lido mais por mim do que por qualquer outra pessoa...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Emportés par la foule...





Emportés par la foule qui nous traîne, nous entraîne
Écrasés l'un contre l'autre
Nous ne formons qu'un seul corps et le flot sans effort
Nous pousse, enchaînés l'un et l'autre
Et nous laisse tous deux
Épanouis, enivrés et heureux.

Entraînés par la foule qui s'élance
Et qui danse
Une folle farandole
Nos deux mains restent soudées
Et parfois soulevés
Nos deux corps enlacés s'envolent
Et retombent tous deux
Épanouis, enivrés et heureux...

Et la joie éclaboussée par son sourire
Me transperce et rejaillit au fond de moi
Mais soudain je pousse un cri parmi les rires
Quand la foule vient l'arracher d'entre mes bras...
Emportés par la foule qui nous traîne
Nous entraîne
Nous éloigne l'un de l'autre
Je lutte et je me débats
Mais le son de sa voix
S'étouffe dans les rires des autres
Et je crie de douleur, de fureur et de rage
Et je pleure...
Entraînée par la foule qui s'élance
Et qui danse
Une folle farandole
Je suis emportée au loin
Et je crispe mes poings, maudissant la foule qui me vole
L'homme qu'elle m'avait donné
Et que je n'ai jamais retrouvé..

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Tudo seu é muita dor



Desencana meu amor
Tudo seu é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
O que tem que acontecer
Livre
....
Desinflama meu amor
Do seu jeito é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
Se tiver que acontecer
Vive
Desencana meu amor
Tudo seu é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
O que tem que acontecer
Livre.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013