quinta-feira, 22 de novembro de 2012

a voz de dentro


(Yoskay Yamamoto)

Já pensei em sair daqui e descobri que aqui é o meu lugar. Tenho tanto a fazer e tantos para amar – reciprocidade. Em um outro tempo, já olhei para tudo e não me reconheci neles, hoje, são meus. O sopro de voz que gritava, chorou para entender que poderia se calar, silenciar, se acalmar. Hoje se aconchegou e tenta dormir. Sei que ela existe, mas, agora, está onde deve está.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Todo sentimento

Chico Buarque

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.


domingo, 4 de novembro de 2012

Les façons de se quitter

Há um tipo de comemoração dentro de mim, involuntária, mas que fica vibrando e sorrindo de felicidade, embora esses pensamentos sejam cortados por uma voz da razão que os pune para que não alcance o coração e chegue aos olhos. Respirei fundo durante o dia inteiro, até com uma certa tristeza, pois é tudo que eu não posso saber. É teu, mas devo desconhecê-lo. Fui podada a me pronunciar, por mim mesma, me recuso a dar qualquer passo em tua direção, meus passos agora são de volta. Voltar à distância que me é de direito. Ao teu desconhecimento.