domingo, 7 de outubro de 2012

Educação precisa de afetividade




Fui buscar a minha referência e veio você.  Amor. É como eu consigo te definir, por mais que muitas outras palavras te vistam muito bem, essa é a que mais te completa. Quase nenhuma criança tem a lembrança do seu primeiro dia no primário, com imagens nítidas, falas, mas eu sim, eu tenho porque foi o primeiro dia que te conheci, digo primeiro, porque depois eu ainda te conheci muitas e muitas vezes. Eu não sabia verbalizar, mas meu mundo tinha mudado naquele dia. Eu conseguia sentir. E você foi me ajudando a me permitir tanta coisa. Eu cresci muito e você pôde ver de perto. E mesmo que ninguém tenha visto e nem entendido, foi você que valorizou a minha primeira tentativa de voo, mesmo eu caindo sem graça no chão. Você viu e me deu segurança suficiente para eu saber que você estaria lá me vendo! E essa força e esse olhar foram a minha segurança para tentar ainda quantas vezes fosse preciso.
A sementinha brotada no coração, hoje, dá frutos e sempre quer voltar para te sorrir. Foi plantada, mas corre pelo mundo. Eu poderia dizer das minhas conquistas físicas, mas a maior é a que eu guardo na alma – uma grande vontade de voar.
A sementinha, as palavrinhas mágicas, o sonho do Pequeno Príncipe, o olhar consciente do aprendizado (hoje, eu sei) não podiam deixar de me lembrar você, tia Márcia. Eles me lembram seus sonhos, suas vontades infinitas, seu olhar amoroso e sua HUMANIDADE!!! Tudo isso não podiam ser menos do que fontes de inspiração para qualquer sonho. Eu lembro, e você sempre me disse o que sou e disse desde que juntei as minhas primeiras letras. Deu lugar a elas e amor pra mim. O que eu queria dizer é que tudo aquilo que você sempre me disse com tanto cuidado, dentro da sua percepção, está crescendo, amadurecendo e começa a fazer sentido. Te amo infinitamente, minha tia Márcia! :')



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