sábado, 29 de setembro de 2012

essa noite sonhei com você.



Eu lembro que escrevi uma carta evidenciando a realidade dos meus sonhos. E os considerei provas da suposta realidade. Em momentos que minh'alma esvai em passeios, eu te encontro. É assim que sinto. Quando não existem julgamentos, medos, e nem culpa, as almas conseguem transpassar barreiras que o físico não faria jamais – e já provou que não o faz. A consciência nos julga e nos escraviza a nós mesmos. Mas por que tanta insistência? A sensação é maravilhosa, é verdadeira, tem o abraço, o encontro, mas a sensação do meu mundo físico, do dia limpo ao abrir os olhos, da impossibilidade, me desespera. É tanta alegria inconsciente! Tanta leveza! Que a não prova da realidade me coloca em desafio. Tenho apenas o sentir, e é meu. Não preciso de provas. Mas a inquietação do coração, com a lembrança do que foi sentido, pode ser mais cruel do que o verdadeiro encontro.
O que querem dizer os sonhos? É inevitável não me sentir surpresa a cada encontro proporcionado por esta força que desconheço. As respostas são alívios. E eu pensei que jamais voltaria a me sentir assim, mas se existe algum propósito nisso tudo, por que devo conviver com o LIMITE? Apenas repondo dentro de mim – é um pouco de alívio na saudade. 

Por que eles insistem em chegar mesmo quando já não os penso mais? 
Meu mundo inconsciente vive!!! 


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