sábado, 29 de setembro de 2012

essa noite sonhei com você.



Eu lembro que escrevi uma carta evidenciando a realidade dos meus sonhos. E os considerei provas da suposta realidade. Em momentos que minh'alma esvai em passeios, eu te encontro. É assim que sinto. Quando não existem julgamentos, medos, e nem culpa, as almas conseguem transpassar barreiras que o físico não faria jamais – e já provou que não o faz. A consciência nos julga e nos escraviza a nós mesmos. Mas por que tanta insistência? A sensação é maravilhosa, é verdadeira, tem o abraço, o encontro, mas a sensação do meu mundo físico, do dia limpo ao abrir os olhos, da impossibilidade, me desespera. É tanta alegria inconsciente! Tanta leveza! Que a não prova da realidade me coloca em desafio. Tenho apenas o sentir, e é meu. Não preciso de provas. Mas a inquietação do coração, com a lembrança do que foi sentido, pode ser mais cruel do que o verdadeiro encontro.
O que querem dizer os sonhos? É inevitável não me sentir surpresa a cada encontro proporcionado por esta força que desconheço. As respostas são alívios. E eu pensei que jamais voltaria a me sentir assim, mas se existe algum propósito nisso tudo, por que devo conviver com o LIMITE? Apenas repondo dentro de mim – é um pouco de alívio na saudade. 

Por que eles insistem em chegar mesmo quando já não os penso mais? 
Meu mundo inconsciente vive!!! 


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

I choose to use my heart




One day you'll understand...

Tudo é perigoso, divino e maravilhoso!


Enquanto os carros passam rápidos pela minha janela, no meio da correria, em horas que não se pode descansar, naquela hora fora de hora, surge um sorriso de canto de boca, a lembrança daquilo que foi especial demais no momento que devia ser, e não devo tirá-lo de lá. É um passado... e foi tão bonito, tão bonito!! 

sábado, 22 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Dra. Bonequinha de Pano



Tenho um rosto branco pintado de cores
uma capa branca que me faz de super-heroína
de meus pequenos grandes amigos

um jeito diferente e divertido de andar, falar e tocar
é uma pequena boneca... de pano
com pseudo nome de doutora
dizem ser palhaço
ah sim, da alegria!!

É o que contagia
são cores no que é branco
na coisa que tá preta
Diante da rotina
do cenário urgente de dor...
o SORRISO
Com tantas cores há ter alguma que alivie
aí vem o olhar do palhaço amigo
com a inocência que lhe é própria
Colorido de graça, amizade,
esquece-se a dor por um segundo
Cria a esperança na pequena brecha para uma outra lógica
diferente da lógica habitual

Sou o retrato do palhaço
A cor da alegria
A volta da fantasia
O retorno para a vida
A pontinha de esperança

Aquela luz no fim do túnel? É o palhaço no fim do corredor
Hospitalar...
Distribuindo olhares de amor
Dignidade humana e não só fisiológica
Resgatar laços de humanização
Para enxergar o invisível da realidade

Sou palhaça de cor, coração!

domingo, 9 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Nosso tempo



só não diga a tua nova pessoa o que a gente se perfumou por tanto tempo, 
não mexa na nossa bagagem


deixe que ela sozinha, em algum lugar no tempo, tenha sido especial, e estando onde estiver, faça alguma lembrança ser boa.

porque entre tudo o que dissemos, e o que não foi dito, calado,
está nossa história, e mesmo que não esteja aqui, ela continua existindo 
em algum lugar.

Veredas


"Eu não sentia nada. Só uma transformação pesável.

 Muita coisa importante falta nome.” 

Guimarães Rosa