domingo, 26 de agosto de 2012

luxo radioso de sensações





"(...) tinha suspirado, tinha beijado o papel devotadamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!"

O Primo Basílio, de Eça de Queirós.



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