quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Para o teu coração!

Você me disse: você é livre! Mas eu não tinha conforto no meu voo. Procurava sempre pelo que me antecedia. Mas não me alcançava. Sendo inteira, você me ensinou a ser inteira também, enquanto eu só pensava em metades. Me disse incontáveis vezes para eu comprender minha liberdade, e oferecer a sua também. Mas eu não compreendia. Não conseguia ouvir quando dizia que algumas vezes eu estaria só ainda que você estivesse aqui. Eu não me preocupo com o tempo, mas com as distâncias. É fácil falar de ausências, quando você não se enche delas. Você me ensinou a olhar para mim. E a falar de mim. É no seu jeito forte que você mostra sua doçura. Nas suas palavras difíceis, e tão cheias de amor. Eu sempre te vi assim, e te amei assim, também. Com tudo que era seu. O que eu mais tinha vontade era de viver: de te viver! Ainda te vejo andando solta, com a minha paz levada, VIDA!

sábado, 17 de setembro de 2011



Pelo amor incondicional e dedicação diária, essa conquista é TODA sua, Mãe!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SER professora



"Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas". Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"..."



(A complicada arte de ver, Rubem Alves)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Da nossa lógica tantas vezes sem coração.

Mal chegara e já se despedia. As flores e seus perfumes, nesse tempo de delicadeza, podem ser apenas um sopro, logo depois as ásperas respostas dos ventos anunciam uma tempestade. E eu já me acostumei a ir fechando as janelas, a casa, e colocando tudo para dentro. É o meu jeito de proteção.

tudo sobrou, ou foi pouco.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011