segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pido Silencio


Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos
Não quero ser sem que me olhes.

Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

domingo, 29 de maio de 2011

follow my advices!

Eu sempre gostei do lúdico. Eu gosto de guardar pequenas lembranças, e de cuidar com capricho de cada palavra que te alcançaria. Eu gosto das vezes que você veio. Depois daquela viagem, eu sonhei várias vezes com você, eu quis te falar. Eu guardei as cartas. Elas se transformaram em longas discussões, mas não era essa a intenção. Eu ainda vejo rosa, amor e sol. E não posso dizer da dimensão dessas palavras. Sei que só eu reconheceria você. Só você, em milhões e milhões de estrelas, saberia quem sou eu. Você sempre esteve tão sensível aos meus sinais. O que acontece? O que acontece quando não enviamos mais respostas?






(do que estava guardado)

quarta-feira, 25 de maio de 2011


Lembrar de você me aquece:

é feito um pé de sol que eu cultivo na memória.

Ana Jácomo

terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sem a lembrança



De alguns dias para cá, ela não para de pensar no que essencialmente muda todos os dias a sua vida. Não são todas as pessoas, nem todas as coisas, não, não são. Foram – pensando em passos de formiguinha – que algumas criaturas se ajuntaram a sua vida e somaram, multiplicaram. Ela tem lembranças boas dessas criaturas, e suspira emocionada ao se lembrar. Às vezes foram passagens curtas que deixaram lembranças para uma vida inteira. Necessariamente – ou não, a vida se encarrega de reservar épocas em que o coração se encolhe para se preservar do mal tempo que corre lá fora. Pelos ventos fortes que passam pela janela da alma, pouco, ou nada pode se ver. Existe só uma ideia fixa que consome qualquer esperança de um dia de sol. Em alguns momentos ela olha para vida, e fica tão admirada: A vida é tão frágil. Como cabe tantos sentidos em uma só palavra? Quantos sentimentos... Hoje ela esmureceu. Tem tristezas que chegam com gosto de ódio, também não é sempre que o lume de esperança está aceso. Existem pedras no caminho, e ferem, destroem bases tradicionalmente fortes. Essas bases, para ela, só podem ser construídas pelo coração, sangue nenhum nunca foi capaz de unir nenhuma delas. Tanto faz os olhos alheios. Que olhem, olhem e não encontrem. Ela diz: A gente tece, todos os dias, amor. E AMOR não vem de sangue. Nem da mão levantada – isso é ódio. Quero unir minhas pequenas felicidades, não por querer, mas por necessidade. Tenho, hoje, uma necessidade imensa de me unir. Me quero inteira!

domingo, 8 de maio de 2011

já era amor antes de ser



Coisa rara e bonita é a gente poder se comunicar por meio da alma, sem que palavra alguma necessariamente aconteça.

Ana Jácomo