quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Preciosidade

Passei o dia esperando uma ligação. Aflita. Com medo do que pudesse acontecer. Quando o telefone tocou, finalmente, no final da tarde, por um segundo, antes de receber a notícia, eu pude sentir a voz que me falava – "Alô? Filha?" Não tinha medo na voz, era da minha mãe, tinha alívio, e uma grata felicidade. Um dia inteiro esperando por esse segundo, que alívio. E eu já sabia que as notícias seriam boas, e vieram bem boas. Deus, muito obrigada! (;

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para o que eu estou sentindo.








Pensei em como eu fui parar ali, será que se eu soubesse onde ia dar a minha aproximação, eu teria continuado? Se eu soubesse que ia sentir tanta tristeza por ter retornado, e nada ter mudado, eu teria te encorajado?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

a gente sabe porque sente

as novidades já não impressionavam tanto
já estavam conscientes que tanto tempo sem uma conversa que fizesse sentido colocaria de frente duas pessoas novas
mesmo com a convivência, não se viam há muito tempo
hoje, talvez, o olhar curioso, da tentativa de reconhecimento, seguido do abraço
aliviou algum  (meu coração.



"Quando estamos diante de algo ou de alguém que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente ama. E muitas vezes se surpreende, de novo ou pela primeira vez, com a própria capacidade de amar."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

a fantasia dos meus sonhos

Eu não sinto nada além de uma imensa saudade do seu olhar
Como foi possível que eu pudesse te sentir?

Eu falo de você e te desenho com meu coração. Procurei durante muito tempo um lugar que você pudesse me ouvir. Quando tenho medo de dizer, eu choro. Às vezes.

domingo, 20 de novembro de 2011

me vejo chegar



para a minha cara no espelho eu digo o que eu não disse
na tua
eu rasgo o verbo, aponto o dedo, e levanto o rosto
choro, sorrio, e não tenho limites para minha dramaticidade
eu dissimulo
para a minha cara no espelho eu digo o que me incomoda
cuspo o que engoli com muito mais intensidade que entrou
nesse momento, eu gosto da temperatura e gosto que meu rosto vai tomando
eu sinto a cena
lágrima, suor, calor
eu gosto do meu rosto quente, com olhar certo para o centro da minha imagem
sou eu, antes de ser você
eu digo com clareza, eu me assumo, não me pontuo, e cuspo felicidades
o diálogo é enlouquecedor e posso morrer de tanta satisfação
eu não sou sensata, eu não me acalmo, e não vivo do que não for meu
aproximo de mim aceitando meus gestos
inquietos e exatos
me vejo chegar de dentro no reflexo no espelho
no meu rosto molhado e quente
eu assumo minhas lágrimas, uma a uma
meu coração acelerado, e minhas vontades
infinitas vontades...



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Une chance pour moi aussi.



Elle. – Pourquoi nier l'évidente nécessité de la mémoire?...
(Hiroshima mon amour – Scénario et dialogues: Marguerite Duras/ Réalisation: Alain Resnais)

domingo, 13 de novembro de 2011

I say love, it is a flower


Just remember in the winter,
Far beneath the bitter snows,
Lies the seed that with the suns love,
In the spring becomes the rose.

sábado, 12 de novembro de 2011


com olhos bem abertos
e uma vontade danada de sentir, sentir, sentir...
poder sentir 
Ah, você!
você que me deu teus olhos
deixe-os em mim!


sábado, 5 de novembro de 2011

"Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida."
Drummond

quinta-feira, 3 de novembro de 2011













Lembrar com amor é oferecer, no coração, um sorriso que se expande. É um jeito instantâneo e poderoso de prece. É um modo de abraço, não importa o aparente tamanho da distância, nem as enganosas cercas do tempo. Lembrar com amor é levar a vida, no exato instante da lembrança, ao lugar onde a outra vida está e plantar uma nova muda de ternura por lá.

(Ana Jácomo)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"É sempre assim que acontece – quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer." CL

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Das palavras não ditas.

Baixar a guarda, deixar que os espaços diminuam, pode ser pior do que gritar a sua vontade. Os espaços diminuem, a admiração, também. Não lutar é pior do que respeitar o silêncio do outro. Não gritar os seus sentimentos dói muito. Dói hoje e, provavelmente, vai doer diariamente. Tenho aprendido na prática a não deixar mal-entendidos. Mas como dar conta de todos? Uma vez me disseram em uma conversa que rodeava esse assunto, que é impossível ter bola de cristal. Não adivinhamos pensamentos, sentimentos, mal-entendidos. Mas você já parou pra pensar como é difícil se confrontar com alguém? "Senta aqui, quero conversar com você!". A parte mais sentida, mais disposta, vai se oferecer a isso, a outra não. Ou o contrário. Eu já fui as duas partes. Eu já quis muito uma conversa que nunca veio. E já evitei muitas outras. O que não é falado, não se materializa. E não existe, então? É bom deixar a poeira baixar, assentar os nervos, o sentimento. É bom mesmo? Eu também já deixei a poeira baixar, a dor passar, e nunca mais voltei a me sentir confortável na presença de quem, outrora, eu gostava tanto. Nunca conseguimos recuperar o que tinhamos antes, e a convivência, as trocas de algumas palavras eram mais desgastantes do que prazerosas. O que não é dito pode ir embora sozinho com o tempo. Mas quem sustenta esse tempo?



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Para o teu coração!

Você me disse: você é livre! Mas eu não tinha conforto no meu voo. Procurava sempre pelo que me antecedia. Mas não me alcançava. Sendo inteira, você me ensinou a ser inteira também, enquanto eu só pensava em metades. Me disse incontáveis vezes para eu comprender minha liberdade, e oferecer a sua também. Mas eu não compreendia. Não conseguia ouvir quando dizia que algumas vezes eu estaria só ainda que você estivesse aqui. Eu não me preocupo com o tempo, mas com as distâncias. É fácil falar de ausências, quando você não se enche delas. Você me ensinou a olhar para mim. E a falar de mim. É no seu jeito forte que você mostra sua doçura. Nas suas palavras difíceis, e tão cheias de amor. Eu sempre te vi assim, e te amei assim, também. Com tudo que era seu. O que eu mais tinha vontade era de viver: de te viver! Ainda te vejo andando solta, com a minha paz levada, VIDA!

sábado, 17 de setembro de 2011



Pelo amor incondicional e dedicação diária, essa conquista é TODA sua, Mãe!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SER professora



"Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas". Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"..."



(A complicada arte de ver, Rubem Alves)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Da nossa lógica tantas vezes sem coração.

Mal chegara e já se despedia. As flores e seus perfumes, nesse tempo de delicadeza, podem ser apenas um sopro, logo depois as ásperas respostas dos ventos anunciam uma tempestade. E eu já me acostumei a ir fechando as janelas, a casa, e colocando tudo para dentro. É o meu jeito de proteção.

tudo sobrou, ou foi pouco.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

21 de agosto



Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma.

Clarice Lispector

quarta-feira, 17 de agosto de 2011



"Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz."

Caio F. Abreu

amigo é olhos cuidadosos


É no jeito de olhar que nos reconhecemos no primeiro momento, nós, amigos recentes de longas datas. Isso porque amigo tem esse olhar bom: ele nos olha como se realmente quisesse nos ver, sem nenhum outro interesse que não seja a oportunidade boa e rara de partilhar amizade. Ele nos vê e permanece ao nosso lado, esse conforto que palavra alguma é capaz de traduzir. Esse detalhe grandioso que faz toda a mágica acontecer, porque amar é também a arte de cuidar com os olhos.


sábado, 23 de julho de 2011

"I will write peace on your wings and you will fly all over the world"


Enquanto preparava seu presente, sentada em um banco da universidade nas primeiras horas da manhã, um homem, também estudante e já conhecido na universidade, se aproximou, e pediu para que pudesse mostrar o seu trabalho. Ele confeccionava dobraduras, origamis e os vendia por preços simbólicos. Em anos anteriores, quando ainda não era estudante alí, recebi da minhã irmã uma dessas dobraduras feita por ele. Com uma pequena folha pedi que fizesse alguma coisa bonita, ele fez um pássaro. Sabe, o nome desse pássaro é TSURU. Dizem que traz sorte, felicidade e saúde. E que cada um tsuru é uma oração e o desejo de milhares pela paz.

No meio das folhas bonitas e coloridas que eu tinha nas mãos, do embrulho que desejava fazer, e do livro que tinha um sentido afetivo, o TSURU foi a surpresa, o não planejado que levou até você o sentido de tudo o que sempre desejei. Foi o detalhe, o improviso mais bonito.

tuas buscas



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cruel e doce, simultaneamente.




Eu ainda vejo rosa, amor e sol. E não posso dizer da imensidão dessas palavras.

Meus cinco anos.



A pessoa que você quer ser, existe. Hoje eu acho que esta lembrança deve permanecer aqui para me lembrar, que em alguns momentos, a gente volta a abraçar nossas memórias.

Meu pai contava histórias para mim na rede todos os dias à noite antes de dormir. Era um ritual de amor. Eu o chamava e íamos, eu e ele, em direção a rede que ficava fora da casa, na parte da frente. A brisa que corria ao redor das árvores que enfeitavam a casa está ainda na minha memória. Tenho memória de cheiros. A minha casa não tinha muros, tinha árvores. Juntas, uma ao lado da outra, davam a sensação de proteção, mas não mais do que a presença do meu pai. Proteção, era essa a sensação que eu tinha ao ir para o colo de meu pai na rede para ouvir mais uma história. A escolha da leitura era feita por nós, mas muito mais espontaneamente por meu pai, que se enchia de orgulho ao escolher o livro que seria lido, e principalmente, ao escolher Monteiro Lobato e as histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo. Meu pai me contava histórias naturalmente, elas brotavam docemente para fazer uma caçoada, ou divertidas rimas de suas memórias de nordestino. Meu pai é um menino. Ele ria como um menino. Pelas gargalhadas gostosas e um tanto inocentes, pela voz risonha de meu pai ao contar as aventuras de Pedrinho e os sacis, não teimo em dizer que logo minha história preferida também se tornou essa. Eu a escolhi várias vezes, repetidamente. Ríamos. Eu me lembro bem do desenho que estampava a página, todas ilustrações que permeiam meu crescimento, entram nos meus sonhos. A maioria dessas lembranças é do colo confortável de meu pai, com sua voz de narrador aplicado que seguia o caminho certo do meu coração. Ainda hoje, quando visito as caixas de livros que estão guardadas em minha casa, olho com saudade a coleção dessa obra de Monteiro Lobato que se tornou a lembrança do vínculo que tinha com meu pai. Minhas lembranças são saudade. São o balanço da rede... que balançava num ritmo lento. Meu pai não gostava que balançasse rápido e tudo seguia esse mesmo movimento. Naquele ritmo, construímos amor, confiança, e a paz que jamais voltarei a ter. Meu pai tem um coração sensível. Ele me ensinou a amar os animais e as pessoas, com exemplos. Meu pai, aquele querido e menino, que contava histórias para eu dormir, está guardado dentro de muitas dobras que o vento fez. Meu pai guarda sua pena na inocência. Está guardada nele a doçura, eu não me esqueço. Nunca mais esquecerei da voz forte que cantava cantigas de ninar... a maioria inventadas, e que me dava nome de flor. Brincava com minha fisionomia, meu jeito esperto, magro e doce. Eu corredeira no caminho da capoeira. Flor de jerimum sonhando acordada os sonhos de amor.




Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais
--

domingo, 3 de julho de 2011

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com uma nhaca na cabeça



As pessoas não falam o que sentem. Elas deixam de falar dos seus sentimentos, não por mistério, como gostamos de pensar, mas porque não sabem o que sentem, não se conhecem. E a gente ainda acha isso um encanto.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

os afetos

Um silêncio por dentro.

Uma coisa magnética, apenas sensação.

Um talento para coisas avulsas.

Algumas marcas invisíveis que doem quando chove.

Para o bem, ou para o mal, a gente sabe o que procura.

Sinto muita, muita saudade.


Alguns fios perdidos que sempre acho,

e a mim, sempre.


'brincando de SER e ESTAR',

Posso ser perto de tudo o que quero.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"não se pode ter paz evitando a vida."




Mesmo quando as vidas aparentam se afastar, o sentimento da gente pode ignorar a palavra despedida, tantas vezes apenas um faz-de-conta, tentativa de ida que, apesar de anunciar, não sabe mais como ir embora.


Quando o encontro é bom e tem lume não tem porta de saída: é pra sempre, de um jeito ou de outros, no coração.


Ana Jácomo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pido Silencio


Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos
Não quero ser sem que me olhes.

Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

domingo, 29 de maio de 2011

follow my advices!

Eu sempre gostei do lúdico. Eu gosto de guardar pequenas lembranças, e de cuidar com capricho de cada palavra que te alcançaria. Eu gosto das vezes que você veio. Depois daquela viagem, eu sonhei várias vezes com você, eu quis te falar. Eu guardei as cartas. Elas se transformaram em longas discussões, mas não era essa a intenção. Eu ainda vejo rosa, amor e sol. E não posso dizer da dimensão dessas palavras. Sei que só eu reconheceria você. Só você, em milhões e milhões de estrelas, saberia quem sou eu. Você sempre esteve tão sensível aos meus sinais. O que acontece? O que acontece quando não enviamos mais respostas?






(do que estava guardado)

quarta-feira, 25 de maio de 2011


Lembrar de você me aquece:

é feito um pé de sol que eu cultivo na memória.

Ana Jácomo

terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sem a lembrança



De alguns dias para cá, ela não para de pensar no que essencialmente muda todos os dias a sua vida. Não são todas as pessoas, nem todas as coisas, não, não são. Foram – pensando em passos de formiguinha – que algumas criaturas se ajuntaram a sua vida e somaram, multiplicaram. Ela tem lembranças boas dessas criaturas, e suspira emocionada ao se lembrar. Às vezes foram passagens curtas que deixaram lembranças para uma vida inteira. Necessariamente – ou não, a vida se encarrega de reservar épocas em que o coração se encolhe para se preservar do mal tempo que corre lá fora. Pelos ventos fortes que passam pela janela da alma, pouco, ou nada pode se ver. Existe só uma ideia fixa que consome qualquer esperança de um dia de sol. Em alguns momentos ela olha para vida, e fica tão admirada: A vida é tão frágil. Como cabe tantos sentidos em uma só palavra? Quantos sentimentos... Hoje ela esmureceu. Tem tristezas que chegam com gosto de ódio, também não é sempre que o lume de esperança está aceso. Existem pedras no caminho, e ferem, destroem bases tradicionalmente fortes. Essas bases, para ela, só podem ser construídas pelo coração, sangue nenhum nunca foi capaz de unir nenhuma delas. Tanto faz os olhos alheios. Que olhem, olhem e não encontrem. Ela diz: A gente tece, todos os dias, amor. E AMOR não vem de sangue. Nem da mão levantada – isso é ódio. Quero unir minhas pequenas felicidades, não por querer, mas por necessidade. Tenho, hoje, uma necessidade imensa de me unir. Me quero inteira!

domingo, 8 de maio de 2011

já era amor antes de ser



Coisa rara e bonita é a gente poder se comunicar por meio da alma, sem que palavra alguma necessariamente aconteça.

Ana Jácomo

sábado, 30 de abril de 2011

só por você isso me alivia

Quando eu fui embora, um presente na minha mão você deixou
eu guardei teu sentido, e nunca esqueci de onde vinha
aquela lembrança era meu endereço
pra outra chance, outra vida

uma vez estivemos tão perto
eu sei que cheguei tao perto de você
que conheço tuas entranhas
que o meu silêncio era teu


que esbarrei em teu coração








"Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão."

Cecília Meireles

segunda-feira, 11 de abril de 2011

dos desencontros...



Fechei os olhos. Era mais fácil sentir aquele momento do que cuspir alguma palavra. As proximidades são sempre detalhes, eu me disse baixinho tentando acreditar. Não seria a primeira vez que sairia com o coração apertado... existe um vazio em se despedir com vontade de se dizer. Eu não me digo. Não me explico. A minha quietude tem sentido – Ando silêncio.


"Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho. Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé."


Caio F.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Happiness




"Felicidade se acha em horinhas de descuido." GR



e eu continuo pensando naquela coisa de que fe li ci da de é um estado, uma condição, e não um destino.




segunda-feira, 28 de março de 2011

cativar


A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar...

Le Petit Prince

in

Amo com urgência. Tenho urgências de tudo. Sou sensível, em demasia.
E isso, às vezes, me consome muito.

domingo, 27 de março de 2011

No meio das defesas todas...

No meio das defesas todas, havia algo que não se defendia, não sabia como se defender, não conseguiria, ainda que tentasse. Havia algo que escapava, ileso, dos artifícios todos, todos tolos, que a razão arranjava para não deixar o amor fluir com a beleza dele, o chamado dele, a natureza dele. Amor sempre arruma brecha para escoar entre os dedos temerosos do medo. Pode ser que a gente sinta tanto receio e se proteja tanto, as feridas antigas cicatrizadas coisíssima nenhuma, que nem consiga vivê-lo em sua plenitude. Mas que ele escoa, escoa. Esparrama no sorriso. Escapole no olhar. Canta no silêncio. Diz.



Ana Jácomo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Onde é que tem gente nesse mundo?


eu me pontuo, me encho de respostas. Gosto da sincronicidade que certas pessoas têm. Eu me engano com as iniciativas. Nessa hora, os sentimentos não sentam mais no mesmo lugar. Eu gosto de sincronia. Quantas vezes não tenho nada disso. Não tenho tido conversas sinceras, não estou sendo sincera. Há tempos não vivo da minha verdade. Parei de sentir, daquela forma bonita, sabe? Agora me dói, muito. Mas não estou triste. Talvez eu procure por outro nome. Tenho tido medo de todo o poder que me envolve. Quero só falar das pequenas coisas, das pequenas felicidades. Agindo. Sonhando. Pisando. Depois de mim. De nós. Quantos sabores ainda não serão meus? Onde eu posso falar do indivizível? "Onde é que tem gente nesse mundo?"

sábado, 19 de março de 2011

Às vezes me dá enjoo de gente.
Depois passa e fico de novo toda curiosa e atenta.
E é só.

C.L

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Almas Perfumadas



Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende a ver. Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ana Jácomo





"E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus... para me falar de amor."

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