segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lembranças dos meus poemas

Minha homenagem a meu avô, poeta e amigo de Lampião.


Lembranças dos meus poemas
Autor:
Romualdo Martins de Oliveira

Sinto-me alegre e contente
Com as terras deste País
Da própria vida não minto
Romualdo sustenta o que diz
E por amor ao pai eterno
Sofrendo vivo feliz.

O mal eu sei que não fiz
A vida eu sei como é
Primeiro Deus fez o homem
Tirou uma costela e fez a mulher
Depois deu a liberdade
Cada um faz o que quer.

Deus pai é nossa fé
Fez o mundo e a criação
Fez a fruta proibida
Que deu o pecado a Adão
Depois fez ainda o filho
Pra salvar o cristão.

Acabou-se a religião
Vive o povo num desespero
Um nasce para ser fiel
Outro nasce para ser cangaceiro
Um nasce escuro, outro claro
Um é bonito, outro é grosseiro.

Mas tem pobre brasileiro
Lutando por um anel
Tem rico e tem mendigo
Tem sério e tem risível
Outros vivem como eu,
Na ciranda do cordel

Não sou poeta menestrel
Porém eu quero mostrar
Meu trabalho poético
Para o povo apreciar
As poesias cordelistas
Muito simples e popular.

Eu não sei nem calcular
Quando esticarem o cordão
Para pendurar os folhetos
E vender à população
Mostrar que a poesia
Nasceu foi do coração.
(...)

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