sábado, 20 de junho de 2009


jamais saberá do que fizeste
por ter sido muitas vezes inteira
por querer estar inteira
pra mim

eu sigo só, entre as flores.


(...)


e quando eu estiver distante, com uma vontade de chorar, deixe.
quando eu estiver nua de mim, se afaste, não pergunte.
não fale dos meus sonhos, nem me lembre que os deixei
não brigue por eu estar sempre te perdendo e por querer me perder também
deixe que o silêncio entre pela casa e faça dela seu lar
pare de andar, e olhe pra mim
eu preciso sentir que me vê, que me lê.
não pergunte por que te quis aqui
por que te chamei, por que te quis companhia, se eu estava só
não vá me apertar contra você e dizer que te usei
que só te quis platéia
não vá embora, olhe!
me olhe todo o tempo, e se afaste
eu preciso que esta distância pouca que tenho
entre
o seu corpo de pé... aflito, e o canto onde estou
te proteja de mim

olhe, e escute mais...


Muitas vezes se é só.

eu preciso ter quem mais desejo aqui,
pra saber que não quero ninguém.

(Juliana Freitas)

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