sábado, 25 de abril de 2009

De todas as maneiras




Era íntima de mim. Podia até dizer que entrou pela porta de dentro, sentou-se e me acompanha até hoje. Não sei dizer se nascemos juntas, ou se eu já existia quando ela chegou. Ela mora dentro de mim. Por muito tempo era só o seu silêncio que eu podia ouvir. De alguma forma misteriosa, ela sempre me avisava da sua presença, era um jeito de me fazer lembrá-la. Posso dizer que convivemos pacificamente por muitos anos.
[eu não a entendia, e a deixava ficar]

Ela é daquelas marcas que não se fecham.

Que a gente carrega, que não se fecha, e passa a ser.
Eu chamo de milagre.

[Juliana Freitas]

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