domingo, 27 de novembro de 2016

Estado de poesia




De enganos livres que eu tinha porque queria
Por não saber que mais dia menos dia
Eu todo me encantaria pelo todo do seu ser

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

em um mês de fevereiro de um ano incansavelmente surpreendente

Você me pediu perdão, mas não me perdoou. Me deu a mão, mas soltou assim que me enxergou. Eu doía em você? Eu gostaria de escrever sobre tudo que aprendi em alguns anos. Eu queria escrever como aprendi a amar. Eu conheci pessoas definitivas para mim e gostaria de escrever sobre elas. Uma em especial. Eu gostaria de contar que hoje elas fazem parte dos meus sonhos. Já ouviu dizer que nos sonhos a gente verdadeiramente encontra? Um medo, uma melancolia, um disfarce. Acordo. Já vou distante. Quando eu sair daqui, você chega. Carrego vários sentimentos, mas esperança e passado não se acertam.

Com a chave na mão, 
quer abrir a porta,
não existe porta.

(E agora, José? – Drummond)


sábado, 17 de setembro de 2016

Encanto

Que vontade de dizer:

- Você é muito ternurenta.

Cheia de ternura.
- Posso te abraçar?

terça-feira, 5 de julho de 2016

Uma saudade

"Seu amor, seu carinho, sua presença é o maior e melhor presente que Deus
poderia ter me dado.
Nós estaremos sempre juntas e seremos sempre uma o colo da outra.

Te amo!!!!"



Como vou explicar que desde então eu nunca mais estive só, nunca mais me senti só? Não sozinha de ser desacompanhada de pessoas, mas ser só com espaços, com voz, com dor. Obrigada por ser água que preenche e cura. Obrigada por ter me alcançado e me tocado com tanto cuidado e carinho.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016


Quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto?


O mal e o sofrimento
por Leandro Gomes de Barros

Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando viemos pra cá?
Que dívida é essa
Que a gente tem que morrer pra pagar?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A vida gritando nos cantos



                                        Agradecer é difícil. E a gente precisa aprender, a gente precisa. Aprender a não ser só.
C.F.A

Estou apaixonada


Preciso manter a ilusão de que tudo pode ser doce. Preciso acreditar que a vida pode ser como a voz de Eliete. E que em alguma esquina, um dia — por que não? — encontrarei um amor bonito esperando por mim.

Quando saio, agora, fico impaciente. Quero voltar pra casa, colocar logo o disco para que o mundo todo se reorganize em doçura. Gostar de ouvir Eliete é cuidar de um certo jeito de olhar o mundo. Por trás do susto, perdão de olhos molhados, pegar na mão devagarinho e repetir de verdade, do fundo, sem o menor pudor, sem ânsia alguma:

—Gosto de você. Você existir me ajuda a viver.

Depois, acreditar que tudo vai dar certo. E deixar — como ela canta — que o amor dê o que falar.

O Estado de S. Paulo, 29/4/1986
Caio F.

Quando chegar fevereiro...



terça-feira, 2 de junho de 2015

Dona do abraço quentinho


Aquela era dessas saudades bem-vindas que trazem também descanso e alegria na sua cesta de bênçãos. Era dessas saudades que derrubam cercas e desenham pontes. Era dessas saudades que desembrulham lembranças que deixam o instante da gente todo perfumado de Deus. Aquela era dessas saudades generosas que bordam sol no tecido da alma com os seus lindos fios de amor.
 
Ana Jácomo


segunda-feira, 11 de maio de 2015

"O que a memória ama fica eterno.”



Hoje lembrei de você. Foi um dia carinhoso, de homenagens às mulheres, às mães, mulheres, na sua maioria, estereotipadas amáveis e, pelo que percebi, nos relatos que li na rede, são elas as donas das forças que transformam, acolhem, fazem crescer. Imagina tanto poder dimensionado e acreditado no campo além do privado? Mães ou não mães. O sentido de ser amável independe de gerar um filho. Afetividade se tem com empatia, amor, carinho vindos de pessoas dispostas. É assim que te vejo, como essa mulher. É assim também que lembro de você. Eu lembro de você nesses dias porque meu coração tem uma memória tão afetiva das suas falas, da sua disposição, dos seus conselhos, das suas ligações e das imensas e intensas trocas que vivi ao seu lado, – ou no tempo que você esteve por aqui, me acolhendo, me transformando, ouvindo os meus sonhos. Porém, eu te lembro também quando a vida aperta pra mim, quando as frustrações batem à minha porta. Ou o mais sincero seria dizer que elas não só batem à porta, mas estão dentro da casa toda? Ainda não dei o passo necessário, e, por isso, se você estivesse aqui, não se orgulharia de mim. Então, não podemos voltar a nos falar, porque eu não sou uma pessoa melhor. Se o que me machuca ainda é tão latente nas coisas que faço, vivo, convivo, não sou melhor. O que eu queria dizer mesmo agora é dessa memória...



segunda-feira, 4 de maio de 2015


Entre o enjoo de pessoas e o encanto por outras. Sabia que existem pessoas aconchegantes?

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Somebody that I used to know


But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough


segunda-feira, 13 de abril de 2015

insensato dizer...

Eu sempre tive atração pelo lúdico. Aquilo que aos poucos se desperta sem se mostrar completo. Que enche os olhos com o mistério, com a fantasia dos gestos e cores. Há poemas inteiros feitos por pausas, por tempos necessários. Isso diz muito sobre o tempo. O tempo da gente e dos outros. Porém, digo! O que é velado sempre me interessou muito. Nada de abrir todas as portas. Eu sei. Assusta. E eu... eu gosto tanto disso que só poderia ser o inverso. Eu tenho uma pressa visceral, assusto tudo e todos e mal consigo me dizer. O não dito sempre me interessou e acabou comigo. Não há como ser diferente.  Amo tanto o incerto que o odeio profundamente. Odeio quem me traz a incerteza. Sei que deixei partes de mim por caminhos que fui e me deixei porque tive muita pressa.

- Maintenant, vous êtes juste quelqu'un que j'ai connu.

minhas histórias, pelamor!


Eu coleciono decepções, verdade! Pode zoar um pouco de mim, não é assim, sempre que me arrisco?Disfarço ansiedade com descompromisso. No fundo, a minha vontade não é só que os corpos se encaixem. A mensagem do dia seguinte dá o sentido, confirma ou não o que vivi. Parece loucura. Tão grande e ainda engatinhando. Estou um pouco incomodada com a repetição de história. Minhas iniciativas dizem alguma coisa estúpida? O que acha? Deve ser o que falei? Ou o que fiz? Ou não fiz? Do que adiantam as perguntas, se eu não faria nada diferente? Ele não deveria se incomodar. Você sabe, já te falei, pouca intimidade dá espaço para mal entendidos. Repito sempre. Eu não digo, ele também não. A gente sai com a impressão que tiver. Depois, frustração pelas não ações. Gostei de segurar as mãos. Das conversas contraditórias. A delicadeza do encontro vai embora e deixa aquele sentimento de... não sei, você me entende? Só não faz sentido, ainda.


Again.